O outro é o que ouve teu tom mais doce,
Que tem tuas mãos mais macias e tuas costas, que ele as tem em sonhos cegos.
O outro é que te faz rir transbordar. Quem te deixa arreganhada e branda. Aquele que te faz derreter em transes. O outro não pede licença na porta. Irrompe como voz que as palavras mastiga e mói os ossos de colibri que trinca.
O outro não sou eu não me cabe sê- lo.
O outro é Prometeu?
Só se for estrangeiro.
foto Dorival MoreiraLuíz Fernando Ramos