Velas no mar vão
Deixo passar
a tarde anil
E outras ondas vem
Ah
Sempre existe na mágoa
Doce múrmurio
Dum triste amor...
Heitor Villa Lobos
ilustração Chaya Ruckin
sexta-feira, 27 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
A gente pode olhar o mar dezenas, centenas, milhares de vezes,
em cada uma dessas vezes, ele surpreenderá.
A surpresa que ele causa, talvez ultrapasse sua vastidão, sua grandeza
incomparável,
talvez ultrapasse até toda a sua força e delicada poesia,
a grande surpresa parece estar na sensação de “Deus por perto” que ele oferece.
Ondas de paz…
Existe algo mais parecido com o céu do que o mar?

Contemplá-lo, à certa altura, faz com que tudo pareça uma coisa só,
céu e mar, e a gente ali, tão pequeno, quase se assusta no meio de tudo…
o espanto de estar
vivo fica pequeno frente ao mar, esse moço de milênios que tão lindamente
só faz remoçar:
_ O que fará com os segredos que somente à ele ansiamos contar?
O vai-e-vem das marés parece querer revelar,é preciso ouvir com o coração,
pois é ao coração que todo MAR quer falar.
photos pessoasnapessoa
Roberta Bertoni Migoranci
quarta-feira, 21 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Nuvens
Para descrever as nuvens
eu necessitaria ser muito rápida
numa fração de segundo
deixam de ser estas, tornam-se outras

É próprio delas não se repetir nunca
nas formas, matizes, poses e composição.
Sem o peso de nenhuma lembrança
Flutuam sem esforço sobre os fatos...
Wislawa Szeymborska
photo João Bosco de Almeida
eu necessitaria ser muito rápida
numa fração de segundo
deixam de ser estas, tornam-se outras

É próprio delas não se repetir nunca
nas formas, matizes, poses e composição.
Sem o peso de nenhuma lembrança
Flutuam sem esforço sobre os fatos...
Wislawa Szeymborska
photo João Bosco de Almeida
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Repenso o mundo
Repenso o mundo, segunda edição,
segunda edição corrigida,
aos idiotas o riso,
aos carecas o pente
aos cães botas......
E vais sonhar
que nem é preciso respirar,
que o silêncio sem ar
não é uma musica má
pequeno como uma fagulha
a um toque te apagarás....
Wislawa Szymborska
photo unknown
segunda edição corrigida,
aos idiotas o riso,
aos carecas o pente
aos cães botas......
E vais sonhar
que nem é preciso respirar,
que o silêncio sem ar
não é uma musica má
pequeno como uma fagulha
a um toque te apagarás....
Wislawa Szymborska
photo unknown
Relatividade

Gosto das teorias da relatividade dos quanta
porque não as compreendo
e elas me fazem sentir como se o espaço mudasse
de lugar como um cisne que não pode
acomodar-se, estar imóvel, ser medido;
e também como se o átomo fosse uma coisa impulsiva
mudando constantemente de idéia.
D.H. Lawrence
domingo, 29 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Serendipity
Não conheço nenhuma palavra mais bonita do que "Serendipity". Por isso, vou usá-la na minha despedida de final de ano.
Inventada por um inglês, em 1754, que se inspirou numa lenda persa, "serendipity" é uma palavra impossível de ser traduzida para outros idiomas num único termo.
Superficialmente, ela significa o prazer das descobertas ao acaso. Um velho amigo encontrado numa inóspita cidade estrangeira, os acordes de um violino tocado em um parque numa tarde de outono, uma súbita paisagem de uma praia que aparece quando caminhamos numa mata fechada.
Um encontro amoroso no final da madrugada, quando já estávamos conformados de ficar sozinhos ou um prato feito com ingrediente exótico num improvável restaurante de beira de estrada.
Mas o significado profundo de "serendipity" vai além do imprevisto. É o encanto da transformação dos acasos em aprendizagem.
Por trás da palavra, existe a ideia de que o melhor da vida é a aventura do aprender pela experiência -o que compensaria os riscos e a dor provocada pelos sucessivos erros.
(adaptado do texto de despedida de Gilberto Dimenstein, mas que acertou a minha palavra mais bonita.)
Inventada por um inglês, em 1754, que se inspirou numa lenda persa, "serendipity" é uma palavra impossível de ser traduzida para outros idiomas num único termo.
Superficialmente, ela significa o prazer das descobertas ao acaso. Um velho amigo encontrado numa inóspita cidade estrangeira, os acordes de um violino tocado em um parque numa tarde de outono, uma súbita paisagem de uma praia que aparece quando caminhamos numa mata fechada.
Um encontro amoroso no final da madrugada, quando já estávamos conformados de ficar sozinhos ou um prato feito com ingrediente exótico num improvável restaurante de beira de estrada.
Mas o significado profundo de "serendipity" vai além do imprevisto. É o encanto da transformação dos acasos em aprendizagem.
Por trás da palavra, existe a ideia de que o melhor da vida é a aventura do aprender pela experiência -o que compensaria os riscos e a dor provocada pelos sucessivos erros.
(adaptado do texto de despedida de Gilberto Dimenstein, mas que acertou a minha palavra mais bonita.)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
An Obituary printed in the London Times
- Interesting and sadly rather true Today we mourn the passing of a beloved old friend, Common Sense, who has been with us for many years. No one knows for sure how old he was, since his birth records were long ago lost in bureaucratic red tape. He will be remembered as having cultivated such valuable lessons as: - Knowing when to come in out of the rain;... - Why the early bird gets the worm; - Life isn't always fair; - and Maybe it was my fault. Common Sense lived by simple, sound financial policies (don't spend more than you can earn) and reliable strategies (adults, not children, are in charge). His health began to deteriorate rapidly when well-intentioned but overbearing regulations were set in place. Reports of a 6-year-old boy charged with sexual harassment for kissing a classmate; teens suspended from school for using mouthwash after lunch; and a teacher fired for reprimanding an unruly student, only worsened his condition. Common Sense lost ground when parents attacked teachers for doing the job that they themselves had failed to do in disciplining their unruly children. It declined even further when schools were required to get parental consent to administer sun lotion or an aspirin to a student; but could not inform parents when a student became pregnant and wanted to have an abortion. Common Sense lost the will to live as the churches became businesses; and criminals received better treatment than their victims. Common Sense took a beating when you couldn't defend yourself from a burglar in your own home and the burglar could sue you for assault. Common Sense finally gave up the will to live, after a woman failed to realize that a steaming cup of coffee was hot. She spilled a little in her lap, and was promptly awarded a huge settlement. Common Sense was preceded in death, by his parents, Truth and Trust, by his wife, Discretion, by his daughter, Responsibility, and by his son, Reason. He is survived by his 4 stepbrothers; I Know My Rights I Want It Now Someone Else Is To Blame I'm A Victim Not many attended his funeral because so few realized he was gone. If you still remember him, pass this on. If not, join the majority and do nothing.
domingo, 9 de outubro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
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