sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Brinde
A lua ainda é menina
E um gole de bom humor
Faz cócegas na auto estima...
Jean Garfunkel
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Simplesmente Fernando...
Poema do amigo aprendiz
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Quem é o tal Calvino.
é o Italo. Num livro belíssimo chamado: os amores difíceis. Já agora, mais um pouco de Calvino, outro lado mais escuro. Não dos amores difíceis, mas da difícil arte de viver. e ponto. "Trabalho novo, cidade diferente, fosse eu mais jovem ou esperasse mais da vida, teriam me dado ímpeto e satisfação; agora não, eu só conseguia ver o cinzento, o miserável que me cercava, e me enfiar nele, não tanto como se estivesse resignado, mas até como se gostasse daquilo, porque daí tirava a confirmação de que a vida não podia ser diferente." é engraçado reler livros que outrora estiveram em nossa cabeceira. Costumava marcar as passagens que me marcavam. E assim posso ir me reconstruindo de fragmentos esparsos, distribuidos em mil livros que me acompanharam ao longo da vida. é um processo de releitura do mundo, do meu, e de mim mesma.
domingo, 24 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
"O Natal anuncia que a vida é uma viagem, não só porque estaríamos em trânsito para outro lugar onde seremos recompensados ou punidos para sempre, mas porque somos todos, como o recém nascido da festa, viajantes: ninguém vale pela sua ascêndencia, pelo lugar onde nasceu ou pela tradição a qual ele pertence, mas cada um ...vale pelo que ele conseguirá fazer com sua vida."
Contardo Calligaris
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
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